Açoreana Seguros

Conclusões da 2ª Conferência Expresso/Tranquilidade/Açoreana

Conclusões da 2ª Conferência Expresso/Tranquilidade/Açoreana

AdvanceCare promove debate sobre saúde

 

Como será a saúde do futuro? Esta foi uma das perguntas centrais em discussão na conferência "Seguros: Desafios na Saúde", organizada pelo Expresso, Tranquilidade, Açoreana e promovida pela AdvanceCare, que decorreu em Lisboa, no dia 21 de junho.

Portais digitais, simuladores online de custos de cirurgias, médicos online e ao domicílio, videoassistência, marcações de consultas no telemóvel, e-receitas, equipamentos de diagnóstico robotizadas são exemplos do que é já este setor, um cenário onde as unidades e os serviços terão de ser cada vez mais digitais. Os utentes, por seu lado, vão ter cada vez melhores tratamentos, procurar um atendimento cada vez mais personalizado, num futuro onde terão também mais liberdade de escolha. Mas este cenário implicará também mais custos.

Segundo Luís Filipe Pereira, ex-ministro da Saúde, "as despesas de saúde continuam a crescer sempre acima do Produto Interno Bruto (PIB), neste momento gastamos 7% do PIB". O orador principal da conferência sublinhou ainda que "caminhamos para que os cuidados de saúde sejam cada vez mais personalizados e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem de providenciar isso, pelo menos sozinho". O ex-ministro defendeu "um Sistema de Saúde Nacional, ou seja, abrir o SNS à iniciativa privada e social. (...) O Estado deve assumir-se mais como regulador do que como prestador. Não tem de providenciar todos os cuidados de saúde. Pode contratualizá-los aos privados".

Na opinião de Luís Drummond Borges, administrador da AdvanceCare, "no futuro o utente ou o consumidor será o centro de decisão do seu bem mais essencial e verá a saúde de uma forma holística", ou seja, " procurará soluções ao nível da prevenção, tratamento e acompanhamento da sua doença ao longo do seu ciclo de vida – terá uma visão de sistema integrado de saúde".

Para Gonçalo Vilaça, investigador da Nova SBE, vão haver cada vez mais pessoas a comprar seguros de saúde e "a seguradora tem de estar mais próximo do consumidor para saber o que ele quer e o que procura. Idealmente, haverá uma maior personalização dos seguros. E isto até abre a possibilidade a novos modelos de negócio, por exemplo, a parcerias entre seguradoras e tecnológicas".

Na opinião de José Carlos Magalhães, presidente do Conselho de Administração do Hospital das Lusíadas, o Estado pode "contratar seguradoras pagas por si, permitindo aos cidadãos usar o SNS ou o privado", acrescentando ainda que este modelo não seria uma parceria público-privada, mas antes "uma espécie de outsourcing de serviços".

Dalia Turner, diretora de recursos humanos da Microsoft em Portugal, concluiu que são cada vez mais as empresas que incluem um seguro de saúde como um dos benefícios base do ordenado mensal, o que se justifica pela sua crescente valorização.

 

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